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40 Dicas para Aprender Inglês – Parte 1

40 DICAS PARA APRENDER INGLÊS
Personalidade: FABIO COSTA E SILVA DA ROCHA – Autor(a)
Registro:368226 , no Livro 681 , Folha 386 , em 31/01/2006
Rio de Janeiro – RJ
INFORMAÇÕES: inglesoline.tk@gmail.com
Introdução
40 dicas para aprender Inglês tem como objetivo mostrar ao aluno, à pessoa interessada em aprender Inglês, que esta tarefa é mais fácil do que se imagina. Não tão fácil, é claro, mas apresenta o chamado “caminho das pedras”. O que fazer ao se deparar com alguns truques da língua e como estudar, mesmo sem perceber.
É uma ótima ferramenta para os alunos de nível básico e intermediário e para quem se prepara para um concurso ou vestibular.
Não pretende, de forma alguma, substituir os materiais didáticos de cursos e escolas, as gramáticas e livros de literatura. É apenas um complemento que pode ajudar muito, esclarecendo dúvidas e evitando problemas.
Então, mãos à obra.
Parte 1
1 – Por quê sou professor.
O início da minha vida escolar foi há 24 anos atrás no Colégio Santo Amaro, aqui em Botafogo, bairro onde sempre morei, na cidade do Rio de Janeiro. Lá tive aulas de Inglês desde os 6 anos e pude perceber, de imediato, que era uma matéria diferente das outras. Como aluno vi que o Inglês, assim como o Português e grande parte da Matemática que estudei, era bem diferente do resto.
Aprendendo Inglês, bem aos pouquinhos, fui percebendo a utilidade da matéria na vida prática das pessoas. Eu já começava a ser capaz de entender trechos de músicas e de entrevistas que via e ouvia na TV e de compreender bem os jogos de vídeo game, vício que tive por muitos anos.
Algum tempo mais tarde, no segundo grau, percebi o segundo dos três motivos que me levaram a ser professor: a grande oportunidade de ajudar as pessoas. Já em outro colégio, o Santa Rosa de Lima, pude experimentar o doce sentimento de ver uma pessoa satisfeita, livre de suas dúvidas, confiante para as provas que estariam por vir.
Eu e meus colegas pegávamos o livro, fazíamos os exercícios e, o que no início era um emaranhado de problemas, ia se tornando, aos poucos, mais uma etapa superada, mais um pinguinho de confiança adquirida para o bom desempenho na avaliação. Era maravilhoso e viciava. Muito.
Depois, já inserido no mercado de trabalho, foi fechado o ciclo dos motivos que me levaram a ser professor : comecei a trabalhar em uma seguradora, onde fiquei por dois anos executando funções burocráticas e depois mais um ano na área de contabilidade de outra empresa.
Três anos de trabalho, duas demissões e o mesmo motivo: corte de despesas. Fiquei, é claro, muito triste e aborrecido e, ao conversar com minha avó ouvi as palavras que mudaram a minha vida: “Por quê você não aproveita o bom Inglês que você conseguiu com o curso, o colégio e as viagens e não tenta ensinar ?” perguntou ela.
Eu já tinha, nesta época, terminado o curso completo do Ibeu e já estava bem encaminhado na Faculdade de Letras. Retruquei então : “Mas eu quase não tenho material, não estou em condições de me preparar bem para ser profissionalmente responsável pelo aprendizado de alguém. Sei bastante, sim, mas para mim.”
Continuamos a conversa que terminou, algum tempo depois, com três gramáticas na minha mesa e a promessa de estudá-las quanto tempo fosse necessário.
Três ou quatro semanas depois consegui meu primeiro aluno particular. Isto tudo no começo do primeiro semestre de 2003. Luciano era o melhor primeiro aluno que eu poderia ter: calmo, esforçado, amigo; se percebeu o meu nervosismo e a minha insegurança no primeiro dia, não comentou nada.
De lá pra cá, a etapa final. Trabalhei em três cursos de Inglês, em um deles por um ano e meio com a responsabilidade de mais de dez turmas e a coordenação de uma filial. Consegui muitos alunos particulares, creio que ajudei e continuo ajudando muita gente querendo e precisando aprender e como está sendo bom poder ajudar estas pessoas !
2 – Não tenha medo.
Antes de comentar qualquer atividade prática no estudo de Inglês, preciso mencionar e destacar um tópico para você: tenha vontade, não tenha medo, não perca as esperanças !
No tópico anterior, quando mencionei meus empregos antigos, em relação ao primeiro deles, o de funcionário de uma seguradora, devo agora enfatizar que só consegui a vaga por estar, na época, já cursando uma faculdade, a de Direito.
Foi uma faculdade em que entrei sem gostar, pressionado por algumas pessoas do meu relacionamento naquela época. Sempre comento isso com meus alunos quando percebo ou mesmo quando eles próprios me dizem que estão muito inseguros e que acham não ter capacidade de aprender.
Pois bem, meu primeiro ano naquela faculdade até que foi bom. Não tinha contato com Códigos ainda e as matérias não eram muito ligadas a Direito.
Do segundo ano pra frente, com exceção do Direito Penal, sonho de nove entre dez alunos do curso e de muitos outros também, meu desempenho passou a ser uma tragédia. Só consegui chegar ao quarto ano com a ajuda diária da minha namorada, hoje minha esposa. Nunca gostei do que estudava e passei a achar que nunca conseguiria aprender, entre outras coisas, Processo Civil.
E não aprendi mesmo !
Devo ter criado um bloqueio tão grande que as palavras dos professores e as páginas dos livros pareciam estar em outra língua, Russo ou Chinês, sei lá, e nunca mais consegui assimilar.
O mesmo pode acontecer com o aluno de língua estrangeira. Se, à primeira exposição ao idioma, pensar que é muito difícil, que não vai conseguir aprender nem memorizar nada, não vai mesmo.
O Inglês tem algumas estruturas e sons diferentes mas o modo como pode ser assimilado não é complicado. É só perceber que a grande maioria dos assuntos tem uma explicação lógica e possível.
E todos são capazes de aprender, falar, entender e escrever muito bem. Basta ter fé.
3 – Uma língua não é baseada na outra
Já participei, como ouvinte, estagiário, aluno e professor, de vários cursos de Inglês e sempre percebi um problema de abordagem dos alunos que dificilmente ocorre, por exemplo, numa aula particular.
Não sou favorável ao uso de tradução para aprender a língua e a grande maioria dos cursos também evita esta prática.
Mas há alguns alunos, entretanto, que inicialmente têm muitas dificuldades em assimilar os tópicos sem recorrer à tradução. Acho perfeitamente cabível e aceito sem problemas mas sempre aviso que, para o perfeito desempenho como falante da língua, é indispensável pensar em Inglês o mais rápido possível.
E pior que o vício da tradução de palavras e expressões o tempo todo é fazer isso sem parar com todo um texto. Torna-se uma compreensão incompleta e, mais grave ainda, ao escrever, ainda saem umas besteiras colossais.
As gírias do povo são um ótimo exemplo. Em Inglês existe “It’s raining cats and dogs” e “Give it a shot”. São expressões comuns mas que nunca poderiam ser usadas, ao pé da letra, por um brasileiro.
Outro exemplo: na minha época de coordenador, ao analisar uma redação de uma candidata a professora do curso li a seguinte pérola depois de um relato de algo ruim que teria acontecido com ela: “No one deserves it”. Nem preciso dizer que quem “não mereceu” a vaga foi ela.
Há casos, é claro, em que expressões de uma língua podem ser traduzidas e usadas em outra, mas há de se ter muito, mas muito cuidado, para não parecer ridículo e absurdo.
4 – Curso ou aula particular?
Como tudo na vida, as duas opções têm suas vantagens e desvantagens.
Se você optar pelo curso, você terá, ao final dele, um certificado de conclusão que pode ser útil em uma futura busca de emprego. Mas nem sempre é preciso comprovar formalmente o conhecimento de um idioma. Muitas vezes uma provinha escrita e uma conversação com o possível futuro chefe valem muito mais.
Escolha um curso perto de casa, do trabalho ou de algum lugar que você tenha de freqüentar regularmente. Assim diminuem as chances de você perder aulas, o andamento da turma e tópicos gramaticais essenciais.
O aluno de um curso também tem a vantagem de assimilar as pronúncias e experiências diferentes dos professores e fazer novos amigos.
Quanto às aulas particulares, elas não oferecem certificados, mas podem ser combinadas para a própria casa ou trabalho do aluno e em dias e horários muito mais flexíveis.
Se o seu tempo disponível é às Segundas e Terças às seis e meia da manhã dificilmente um curso conseguirá atendê-lo, enquanto um professor particular dedicado não terá o menor problema em ajudar.
Se você precisar de aulas de conversação, os bons cursos têm e são ótimas, mas você terá de compartilhar o tempo de diálogo com vários colegas, enquanto, nas aulas particulares, o tempo é todo seu, você pode falar por 5, 10 , minutos sem parar e não haverá problema, ninguém ficará chateado.
E todas as dúvidas que você tiver serão esclarecidas. Não será necessário interromper o andamento de uma turma com outros alunos que entenderam uma explicação e estariam perdendo tempo com uma revisão, para eles, desnecessária.
5 – Com que freqüência estudar
Procuro sempre incentivar o aluno a ter três aulas por semana.
Vamos partir do princípio que é raríssimo alguém aprender Inglês da forma ideal, que seria viajar para o exterior e vivenciar o idioma de 12 a 15 horas por dia, fazendo 80 horas por semana.
Três horas, então, ainda é muito pouco. Pouquíssimo.
Falar inglês significa comunicar-se com a mesma velocidade e acerto de um americano ou britânico, e o que a maioria dos cursos oferece, 2 aulas por semana segundas e quartas ou terças e quintas, é, na minha opinião, pra lá de insuficiente.
O que eu recomendo é o estudo, em aulas, 3 vezes por semana e mais 3 horas em casa para assimilar e rever a matéria, além de fazer deveres de casa e redações.
É importante haver um intervalo o mais curto possível entre os momentos que a pessoa escolhe aprender Inglês. Quanto maior este intervalo, com mais facilidade as informações aprendidas vão se perder.
Vamos exemplificar para tornar mais claro o meu ponto de vista.
Peguemos dois alunos que irão, separadamente, a uma festa em uma sexta-feira à noite. O primeiro deles tem 4 horas de aulas nas tardes de sábado, portanto já são 6 dias desde a última.
O segundo tem aulas de uma hora às segundas, quartas e sextas, logo, nesta festa, onde estará presente um grupo grande de americanos, convidados de uma terceira colega, ele estará com o idioma muito mais “fresco” na cabeça e certamente se comunicará com maior firmeza e naturalidade, mesmo estudando menos tempo em aula do que o colega dos sábados.
6 – Qual material estudar
É imprescindível ter um material didático e uma boa gramática.
A coleção “Interchange”, adotada em alguns cursos, é excelente. Trata-se de um conjunto com livro, recheado de boas figuras ilustrativas , caderno de atividades e complemento auditivo.
As unidades têm 6 páginas e todas elas com bastante diálogo, exercícios de compreensão auditiva e vocabulário.
Assim é possível avançar em todos os campos do aprendizado ao mesmo tempo.
E a melhor gramática é a “Grammar in use”, de Raymond Murphy. Bem clara, com regras e exemplos de todos os pontos e um mundo de exercícios com gabarito.
Os materiais do professor Eduardo Amos também são ótimos.
7 – Usando dicionário
Tenho algumas reservas quanto ao uso de dicionários para aprender Inglês. Os que uso são o McMillan (Inglês – Inglês) e o Oxford (Português – Inglês).
Acho que, se você se depara com um texto que requer a consulta de muitas palavras, a não ser que você se veja obrigado por causa de trabalho, faculdade ou escola, o melhor é deixar para outra ocasião.
O ideal é consultar o dicionário para saber o significado de palavras que têm poucas opções, como uma fruta qualquer ou um material específico. Veja que problema é consultar a palavra “já”: dependendo do contexto ela pode ser traduzida como ever, yet, already, since… Para isso é que servem, entre outras coisas, os livros didáticos, que nos dão, se bem estudados e assimilados, uma base sólida para desenvolvimento.
Já quanto aos dicionários totalmente ilustrados, sou completamente a favor. Há muitos assuntos em que não sabemos o nome nem em Português. Só profissionais especializados sabem como se chamam todas as peças de um motor de carro, os diferentes e raros instrumentos musicais e seus componentes e o nome de todos os órgãos internos do corpo humano.
8 – Atenção com algumas palavras
Cuidado para não estabelecer um significado único para algumas palavras. Você pode acabar achando complicada uma frase facílima.
Por exemplo: peguemos duas palavras que mesmo aqueles que mal têm o conhecimento mais básico do idioma sabem: “again” e “after”.
Então “again” significa “de novo”, “novamente” e “after”, “depois”, certo ? Certo, mas há casos em que os significados destas palavras não correspondem propriamente a estas traduções.
Vamos aos exemplos : nos dois primeiros casos a seguir, “again” vai ter seu significado básico:
“ I had to go to the supermarket again.”
“ Don’t tell me you want to sleep again ! You woke up one hour ago.”
No próximo caso, se você traduzir ou interpretar “again” como “novamente”, a compreensão da frase vai ficar comprometida.
“What’s your phone number again?”
Aqui vemos o caso de quem já soube o número do telefone do outro mas esqueceu. Numa tradução nós diríamos em Português : “Qual é o seu telefone mesmo ?”
Raciocínio semelhante cabe à palavra “after”. Mais exemplos:
“ I am going to have dinner after college”
“ I always feel tired after lunch”
E agora:
“The baby was named Marcos after his grandfather”
Ou seja: “O neném foi chamado de Marcos em homenagem a seu avô.”
Viu ? Então cuidado ao estabelecer significados únicos para as palavras.
9 – O que ler
Atenção: para os iniciantes não é legal pegar uma “Time” ou “Newsweek”. São vocabulários difíceis, formais. Para o aluno experiente é uma boa opção.
Revistas de jovens e adolescentes têm um vocabulário mais fácil mas com muitas gírias. É uma boa pedida, principalmente por tratarem de assuntos populares como música e artistas.
Minha indicação principal vai para os livros destinados a alunos de línguas estrangeiras. É possível achar títulos muito bons por preços acessíveis e um limite máximo de palavras. Quanto maior o nível a que se destina, maior o número de palavras consideradas mais complexas. São vendidos em livrarias e em lojas voltadas ao ensino de idiomas.
Passada a etapa dos livros mais fáceis para estrangeiros, aconselho a leitura de dois monstros da literatura de ficção norte-americana: Sidney Sheldon e Danielle Steel. Ele com obras dedicadas ao suspense, ela ao romance. Os dois autores possuem uma narrativa muito agradável de se acompanhar e razoavelmente fácil em termos de vocabulário.
10 – O que ouvir
Tenha sempre um material de áudio. Nos cursos não haverá problema, mas para as aulas particulares, não abra mão de bons CDs. A maioria dos livros didáticos e gramáticas vêm com pelo menos um, incluso ou vendido a parte.
O material das revistas Speak Up e English2go também vale a pena. Trazem reportagens interessantes, sotaques diferentes e músicas.
Use o material para ir percebendo os sons das palavras. Em Português, por exemplo, temos para a letra “o” os sons o, ó, ô e õ. Em inglês há uma infinidade deles e sem regras para compreender. As palavras “box”, “nose”, “look”, “people” e “women” têm sons de “o” diferentes. Só ouvindo, e muito, é possível assimilá-las bem.
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